Meia conta que gesto após gol decisivo contra o Bahia foi um recado direto à cúpula rubro-negra
Arrascaeta comemora sétimo gol no Brasileirão 2025 — Foto: André Durão
Ídolo da torcida e camisa 10 do Flamengo, Arrascaeta abriu o jogo sobre um momento delicado vivido no clube em 2025. Em participação no podcast “10 & Faixa”, comandado pelo ex-jogador Diego Ribas, o meia revelou que a comemoração feita após marcar o gol da vitória contra o Bahia, no Maracanã, foi um protesto direcionado à diretoria rubro-negra.
A partida aconteceu no dia 10 de maio, terminou em vitória por 1 a 0 e teve Arrascaeta como protagonista ao balançar as redes de cabeça. O que chamou atenção, no entanto, foi o gesto feito na comemoração, inspirado em Juan Román Riquelme, colocando a mão na orelha — atitude que nunca mais foi repetida pelo uruguaio.
Comemoração teve significado além do campo
Durante a conversa, Arrascaeta explicou que o momento fora das quatro linhas influenciou diretamente sua decisão em campo:
— "2025, estávamos em um momento crítico, digamos, com algumas pessoas da diretoria."
O meia contou que já entrou em campo decidido a fazer o gol e executar aquela comemoração específica, como forma de resposta pessoal à situação que vivia no clube.
— "E foi um gol que, foi 1 a 0, acredito que foi contra o Bahia, gol de cabeça. Foi o único gol que coloquei a mão na orelha do Riquelme (risos). E nunca mais fiz essa comemoração."
Sentimento de injustiça motivou o gesto
Arrascaeta também revelou que se sentia injustiçado internamente, o que pesou emocionalmente naquele momento:
— "Mas sentia nesse momento, fui convicto para esse jogo que ia fazer um gol com essa comemoração. Porque estava vendo que, não sei, estavam sendo injustos comigo em algumas coisas, e eu sentia essa necessidade."
Segundo o jogador, a decisão foi tomada no calor do momento, sem muito tempo para refletir sobre as possíveis consequências.
— "Depois você pensa (de cabeça) frio se pode agregar ou não, mas nesse momento achei que era justo fazer."
A declaração joga luz sobre os bastidores de uma das fases mais tensas da relação entre o camisa 10 e a diretoria do Flamengo naquele período, revelando que, para além do talento em campo, Arrascaeta também carregava um peso emocional significativo fora dele.
Fonte – Jogo de Hoje 360°



