Após dinastia sob André Jardine, clube mexicano passa por reformulação profunda e amplia presença brasileira no elenco
América passou por dinastia no México — Foto: Divulgação
Depois de viver o período mais vitorioso de sua história recente, o América do México atravessa um momento de transição. O clube encerrou uma dinastia marcada pelo tricampeonato nacional e por seis títulos conquistados sob o comando de André Jardine e agora promove uma ampla reformulação no elenco, com saídas importantes e novas apostas, especialmente vindas do futebol brasileiro.
O ciclo vencedor consolidou o América no topo do futebol mexicano, com domínio interno e uma base sólida de jogadores. Curiosamente, durante essa fase, o elenco não contava com atletas brasileiros, apesar da comissão técnica liderada por Jardine. Após um ano sem conquistas, a diretoria iniciou mudanças para renovar o grupo e recuperar o protagonismo.
Saídas marcam o fim de um ciclo vencedor
Entre as baixas mais relevantes está o atacante Rodrigo Aguirre, que deixou o clube nesta janela para reforçar o Tigres. Outra saída significativa foi a do zagueiro Igor Lichnovsky, peça importante nas conquistas recentes, negociado com o Karagümrük, da Turquia.
Contratação de grande impacto, Allan Saint-Maximin retornou à Europa e foi anunciado pelo Lens, da França. Já no início de fevereiro, o América perdeu um de seus principais destaques: o meia Álvaro Fidalgo, negociado com o Betis, da Espanha.
As movimentações simbolizam claramente o encerramento de um ciclo e reforçam a necessidade de reconstrução do elenco para a nova fase do clube.
Mercado brasileiro ganha protagonismo
Dentro desse novo contexto, a diretoria passou a olhar com mais atenção para o mercado sul-americano, especialmente o Brasil, seguindo indicações de André Jardine. O principal reforço já confirmado é Raphael Veiga. Ídolo recente do Palmeiras, o meia chega ao América-MEX cercado de expectativa após sua despedida do clube paulista.
Além de Veiga, o América está muito próximo de anunciar a contratação de Lima, meia do Fluminense. O negócio está em estágio final e deve ser fechado por empréstimo, ampliando ainda mais a presença brasileira no projeto esportivo do clube. Lima, inclusive, já trabalhou com Jardine nas categorias de base do Grêmio.
Rodrigo Dourado completa o trio brasileiro
Antes mesmo das negociações recentes, o América anunciou, em janeiro, a chegada do volante Rodrigo Dourado, ex-Internacional, que defendia o Atlético San Luis. O jogador é um velho conhecido de Jardine, com quem trabalhou tanto nas categorias de base da Seleção Brasileira quanto no próprio San Luis.
Novo objetivo: a Concachampions
Após escrever seu nome na história do futebol mexicano com o tricampeonato nacional, André Jardine encara agora novos desafios no comando do América. O clube não conquista a Concachampions há uma década — o último título foi em 2016, contra o Tigres.
Sob o comando do treinador brasileiro, o América esteve perto da taça em duas ocasiões recentes: foi vice diante do Pachuca em 2024 e do Cruz Azul em 2025. Agora, o objetivo é claro: buscar o título continental em 2026.
A conquista não apenas isolaria novamente o América do México como o maior vencedor da competição, como também garantiria vaga no Intercontinental da FIFA, em dezembro, além da classificação para a Copa do Mundo de Clubes de 2029.
Fonte – Jogo de Hoje 360°



