Volante se destaca pela voz ativa em campo e no vestiário e entrega o perfil de liderança buscado pelo clube para a temporada
Marlon Freitas em Atlético-MG x Palmeiras — Foto: Gilson Lobo/AGIF
Ao reformular sua política de contratações visando a temporada de 2026, o Palmeiras foi ao mercado em busca de atletas que oferecessem mais do que rendimento técnico. Entre os critérios considerados essenciais estava a liderança, característica que pesou diretamente na chegada de Marlon Freitas — e que já se mostra evidente em pouco mais de um mês de clube.
Mesmo sem vestir a braçadeira de capitão, o volante se impôs rapidamente como referência dentro do elenco. Atua orientando companheiros, organiza o posicionamento defensivo e assume a palavra em momentos decisivos, tanto no gramado quanto no vestiário. Um comportamento observado desde a estreia e que ganhou ainda mais destaque na vitória sobre o São Paulo, pelo Campeonato Paulista.
Voz ativa desde os primeiros jogos
No clássico, Marlon foi visto coordenando a marcação ao lado do meia Maurício e chamando a responsabilidade nos momentos de ajuste da equipe. No intervalo da partida, o volante conduziu o discurso com cobranças diretas e foco no jogo:
– Chega primeiro que os caras, antecipa, vamos. Vamos se cobrar antes de acontecer, vamos se cobrar antes – dizia o volante, de cabeça baixa, se concentrando no vestiário.
– Bota a bola no chão, joga. Sem medo de errar, sem medo de errar – completou no intervalo.
Dentro de campo, Marlon alterna funções como primeiro e segundo volante. No Choque-Rei, formou pela primeira vez o meio-campo ao lado de Andreas Pereira, com o companheiro atuando de forma mais adiantada. Além da leitura tática, chamou atenção pela postura firme, dialogando com a arbitragem e protegendo companheiros em momentos de tensão.
Uma dessas situações foi registrada durante a partida contra o São Paulo, quando interveio em uma discussão envolvendo Bruno Fuchs:
– Você já tem amarelo! Vai para lá! Esfria a cabeça! O cara já estava caído e você chutou. Não tinha por quê – gritou Marlon Freitas para Bruno Fuchs em Palmeiras x São Paulo.
Liderança como marca registrada
Questionado sobre o comportamento em campo nos últimos dias, especialmente com a proximidade da classificação no Paulista e após o empate por 2 a 2 com o Atlético-MG, pelo Brasileiro, Marlon reforçou que a postura faz parte de sua identidade como jogador:
– É meu estilo de jogo. Tem muitos anos que exerço essa função de liderança. Meu intuito é ajudar, é minha característica, não é nem a primeira nem a última vez que vou cobrar dentro de campo – afirmou.
A postura não é novidade para quem acompanhou sua passagem pelo Botafogo. No clube carioca, o volante já se destacava pela liderança, com discursos no vestiário, orientações durante as partidas e cobranças constantes por ajustes táticos, inclusive em sua estreia contra o Fluminense.
Perfil buscado após saída de líderes experientes
No Palmeiras, Marlon Freitas chega para preencher uma lacuna deixada por saídas recentes de jogadores experientes, algo reconhecido pelo próprio Abel Ferreira após a estreia do atleta:
– Vai acrescentar não só liderança, porque saíram o Rocha, Mayke, Zé Rafael, Rony, Luan. Uma equipe também é feita de experiência, malandragem, cobrança e queremos isto este ano – disse Abel Ferreira.
Presença constante no time titular
Até o momento, Marlon Freitas soma cinco partidas com a camisa do Palmeiras, sendo quatro como titular, reforçando sua condição de peça importante no esquema alviverde e mostrando, dentro e fora de campo, exatamente o perfil que o clube buscava ao contratá-lo.
Fonte – Jogo de Hoje 360°



