Danilo e Montoro estavam em negociação avançada para deixar o clube, mas decisão judicial travou as transferências
John Textor é o dono da SAF do Botafogo — Foto: Alex Pantling - Fifa
Antes da Justiça do Rio de Janeiro impedir a venda de atletas do Botafogo, John Textor já negociava a transferência de dois titulares absolutos do elenco para o Nottingham Forest: Danilo e Montoro. O empresário conduzia diretamente as conversas com Evangelos Marinakis, proprietário do clube inglês, e tinha como objetivo concluir os negócios até o fim de semana.
As tratativas, no entanto, encontravam resistência interna. Dirigentes do Botafogo tentaram convencer Textor a desistir da negociação, alegando impacto esportivo imediato. Com a decisão judicial anunciada nesta quinta-feira, qualquer avanço foi interrompido. O Forest tem prazo apenas até a próxima segunda-feira para registrar reforços, data que marca o fechamento da janela de transferências na Inglaterra.
Valores definidos e impacto financeiro
As negociações chegaram a um estágio avançado, com valores previamente estabelecidos. Danilo seria negociado por 19 milhões de euros, enquanto Montoro teria uma transferência avaliada em 14 milhões de euros.
No entanto, o cenário financeiro envolve uma pendência relevante. O Botafogo possui uma dívida de 20 milhões de euros com o Nottingham Forest, referente à contratação do próprio Danilo, realizada em julho de 2025 e ainda não quitada. Caso as duas vendas fossem concretizadas, o clube carioca receberia 13 milhões de euros líquidos.
Negociação isolada e insatisfação interna
A condução do negócio foi feita de forma isolada por John Textor. Outros dirigentes do Botafogo não participaram das conversas e demonstraram insatisfação ao tomarem conhecimento da possibilidade de saída dos atletas.
Danilo, de 24 anos, e Montoro, de 18, são peças fundamentais do time comandado por Martín Anselmi, o que aumentou a preocupação interna com o planejamento esportivo da temporada.
Entre os dirigentes contrários à venda estão o CEO da SAF, Thairo Arruda, e o diretor de gestão esportiva, Alessandro Brito, que defendem a manutenção dos jogadores.
Crise política e enfraquecimento de Textor
A tentativa de negociação aprofundou o racha entre Textor e membros influentes da SAF e do clube associativo. Nas últimas semanas, o empresário perdeu força política internamente, e há quem defenda sua saída imediata do comando da SAF.
Transfer ban segue ativo
Além do impasse com o Forest, o Botafogo segue impedido de inscrever novos jogadores devido à dívida com o Atlanta United, referente à contratação de Almada em 2024. Textor prometeu um aporte financeiro significativo nesta semana para resolver o problema e encerrar o transfer ban, mas até o momento o valor não foi depositado na conta da SAF.
Fonte – Jogo de Hoje 360°



