Giorgian De Arrascaeta vai à mesa de cirurgia nesta quinta-feira (30), no Rio de Janeiro. Motivo: clavícula direita quebrada no duelo entre Flamengo e Estudiantes de La Plata, pela Copa Libertadores. Após o empate em 1 a 1, exames em um hospital próximo ao estádio confirmaram o diagnóstico que ninguém queria, mas todos suspeitavam.
O meia voltou ao Brasil com a delegação do Flamengo e agora entra em campo outro tipo de jogo — menos visível, mais lento e quase sempre decisivo: o da recuperação.
A equipe responsável pelo procedimento será formada pelos especialistas Márcio Schiefer e Bruno Tebaldi, além de Fernando Sassaki, chefe do departamento médico do Fla. O clube ainda não havia batido o martelo, mas divulgou a decisão oficial na madrugada. A informação é do portal Globo Esporte.
Tempo estimado, mas depende de caso individual
Com isso, Arrascaeta sai de cena por algumas semanas. O Clube de Regatas do Flamengo fala em 45 dias como prazo de afastamento estimado, no entanto, tal período não é uma certeza definitiva, já que a recuperação depende de cada caso fisiológico e pode se estender ou até encurtar.
A fratura tira o uruguaio do noticiário cotidiano dos jogos e o empurra para um território bem menos previsível: o da incerteza. E ela atende pelo nome de Copa do Mundo FIFA, já que o camisa 10 da Gávea agora corre risco de ficar de fora.
A Seleção Uruguaia de estreia no dia 15 de junho, contra a Seleção da Arábia Saudita. Até lá, há mais dúvidas do que garantias sobre o retorno de Arrasca.
Exemplo no rival serve como base
O histórico recente oferece algum consolo, mas nenhum conforto. No ano passado, Montoro, do Botafogo de Futebol e Regatas, enfrentou roteiro parecido: fratura de clavícula durante o Mundial sub-20 com a seleção argentina. Levou 41 dias para voltar. Serve como referência. Não como promessa.
Arrasca vai desfalcar o Mengão - Foto: Thiago Ribeiro/AGIF | Thiago Ribeiro/AGIF
