O Bahia voltou para o segundo semestre da temporada com mudanças que passam pela escalação inicial e pelo modelo de jogar da equipe tricolor, buscando resultados que levem o time de volta à Libertadores na próxima temporada.
Com foco total na busca por uma vaga no G-4, que garante lugar na fase de grupos, a comissão técnica liderada por Rogério Ceni tem apostado em um time com mais força, diferentemente do time que era montado para apostar na parte técnica como principal valência.
Para o treinador tricolor, a pausa da Copa do Mundo foi fundamental para a mudança no estilo de jogo após uma queda brusca de rendimento no final do primeiro semestre.
“Acho que como postura de time a parada foi importante, mudamos o sistema do primeiro semestre, uma mudança grande que exige treino. Tivemos uma chegada ou outra, o Alejo é quem vem jogando”.
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Mudanças de nomes na rotação principal do Bahia
Antes, o meio-campo era formado por Caio Alexandre, Jean Lucas e Everton Ribeiro e, para a segunda parte do ano, o trio titular consolidado é formado por Acevedo, Erick e Rodrigo Nestor.
Bem como o meio-campo, a lateral-direita e o ataque ganharam opções mais jovens com Roman Gomez e Alejo Veliz, enquanto nomes como Zé Guilherme e Kauê Furquim ganham maior importância na rotação principal.
Já na zaga, Marcos Victor tomou a frente de Kanu para se tornar o reserva imediato e disputar posição com David Duarte.
Bahia mais competitivo em campo
Não só no setor defensivo, mas a pressão exercida pelo Bahia a partir dos atacantes tem sido uma das marcas da mudança de postura da equipe.
“Temos um time mais firme de marcação, mais competitivo, que se doa bastante. Cabe a nós elevar o nível de todos neste sentido. (…) São características diferentes, são jogadores mais jovens em campo, eles têm mais energia na marcação e saída de bola com pressão”.
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Desempenho dos atacantes de beirada é o ponto baixo
Mas nem tudo são flores. O próprio Rogério Ceni destaca que está insatisfeito com o rendimento dos atacantes de beirada do Bahia – Ademir e Erick Pulga vêm sendo os titulares.
Dessa forma, o treinador destaca que tem feito a aposta por mais um jogador de meio-campo justamente pela falta de efetividade nas pontas.
“Os pontas não conseguiram render o esperado por nós (contra o Fluminense). A gente tinha muita vantagem pelas pontas no ano passado, mas sem isso esse ano, demos prioridade para mais um jogador de meio de campo em detrimento a usar dois pontas abertos”.
Com o sistema tático de 4-5-1 definido como o ‘plano A’, Ceni admite uma marcação mais baixa em relação ao ano passado, mas reafirma que os pontas precisam levar mais vantagem nos lances de um contra um.
“Achamos que o 4-5-1 ficou muito baixo em determinado momento da marcação, e acho que temos conseguido conter melhor os adversários. Mas o mais importante é que os pontas não estavam levando a melhor como no ano passado”.
Fora da Copa do Brasil, o Bahia terá a semana livre para treinamentos antes de enfrentar o Vasco no domingo (9).

