O Athletico-PR enfrenta um problema defensivo que ajuda a explicar parte das dificuldades da equipe no Campeonato Brasileiro de 2026. Segundo levantamento do FotMob, o Furacão já sofreu 17 gols em jogadas de bola parada, dividindo com a Chapecoense a pior marca entre os 20 participantes da Série A.
O número chama ainda mais atenção quando comparado à expectativa de gols sofridos nessas situações. Enquanto o Athletico-PR apresenta um xG contra de 9,7, a Chapecoense registra 11,6, indicando que o desempenho defensivo rubro-negro está consideravelmente abaixo do esperado pelo modelo estatístico.
Athletico-PR sofre quase o dobro de gols previstos em bolas paradas
Os 17 gols sofridos pelo Athletico-PR representam aproximadamente 75% a mais do que os 9,7 gols esperados pelo FotMob. A diferença de 7,3 gols é um indicador preocupante para uma equipe que disputa as primeiras posições do Campeonato Brasileiro.
Na Chapecoense, que também sofreu 17 gols de bola parada, a diferença em relação ao xG é de 5,4. Isso significa que, embora os dois clubes tenham o mesmo número de gols sofridos, o Athletico-PR apresenta um desvio maior em relação à expectativa estatística.
A comparação com outros participantes da Série A reforça a dimensão do problema. O Fluminense sofreu 13 gols nessas situações, enquanto Botafogo aparece com 12, e Cruzeiro, São Paulo, Vasco e Remo registram 11 cada.
O Coritiba, por exemplo, sofreu dez gols de bola parada, com xG contra de 7,2. Já o Santos apresenta oito gols sofridos e expectativa de oito, mostrando uma correspondência exata entre o resultado observado e o indicador estatístico.
Esses números não significam que o Athletico-PR necessariamente deveria ter sofrido apenas nove ou dez gols. O xG representa uma estimativa baseada na qualidade das oportunidades concedidas, servindo como referência para avaliar o desempenho defensivo.
Odair Hellmann reconhece problema defensivo no Athletico-PR
A fragilidade nas bolas paradas já foi reconhecida publicamente pelo técnico Odair Hellmann. Depois do empate por 1 a 1 com o Vitória, no último sábado (24), o treinador relacionou os gols sofridos nessas situações às constantes mudanças na formação defensiva.
O Athletico-PR enfrentou o Vitória sem Arthur Dias e Dantas, que estão no departamento médico, além de Carlos Terán, fora dos planos do clube. As ausências obrigaram a comissão técnica a modificar novamente o setor, dificultando a manutenção do entrosamento.
Segundo Odair, as alterações afetam não apenas as características individuais dos jogadores, mas também a organização das marcações em escanteios e cobranças de falta. A necessidade de reorganizar frequentemente os responsáveis pela defesa dessas jogadas se tornou uma preocupação na reta final do campeonato.
Apesar da fragilidade, o Furacão ocupa a quarta colocação, com 54 pontos, e segue na disputa por uma vaga na Libertadores de 2027. O desempenho na tabela contrasta com os números defensivos apresentados pelo FotMob.
O próximo compromisso será contra o Grêmio, na quinta-feira (29), às 21h30, em Porto Alegre. Para manter sua posição entre os primeiros colocados, o Athletico-PR precisará encontrar soluções para um problema que já custou 17 gols ao longo do Brasileirão.
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