O Fluminense entra em campo nesta quinta-feira, às 19h, para enfrentar o Bolívar, em La Paz, pela Copa Libertadores, em um dos cenários mais desafiadores do continente. A altitude de mais de 3.600 metros no Estádio Hernando Siles impõe dificuldades físicas e exige adaptação rápida da equipe carioca.
O momento na tabela aumenta a pressão. Com apenas um ponto conquistado nas duas primeiras rodadas, o Tricolor precisa reagir para não se distanciar da briga por classificação no grupo, transformando o confronto fora de casa em um duelo de alto risco.
O Bolívar também vive situação semelhante, ainda sem vitória na competição, o que torna o jogo ainda mais equilibrado e decisivo para os dois lados neste início de fase de grupos.
Retrospecto pesa, mas há exemplos positivos
Historicamente, atuar em La Paz é um grande obstáculo para clubes brasileiros, com o Bolívar acumulando resultados positivos dentro de casa ao longo dos anos.
Apesar disso, há precedentes importantes que alimentam a confiança. Grêmio, Palmeiras e Internacional conseguiram vitórias na altitude em diferentes edições da Libertadores, mostrando que, embora difícil, o cenário não é impossível.
O treinador Zubeldía, inclusive, chegou a projetar o confronto e expor a dificuldade com a altitude: “É um contexto diferente. Vamos tratar de nos adaptar da melhor forma possível. Há situações importantes na altitude. Não tive oportunidade de dirigir equipes a 3.600 metros, mas já trabalhei em lugares como na LDU, a 2.800”, afirmou o comandante tricolor em entrevista coletiva.
Jogo pode mudar cenário do grupo
O confronto coloca frente a frente duas equipes pressionadas, o que aumenta o peso de cada detalhe dentro de campo e pode transformar a partida em um ponto de virada na competição.
Fluminense encara altitude contra o Bolívar e busca reação na Libertadores - Foto Thiago RibeiroAGIF |